Pimentas e muitos saberes!


Pimentas e muitos saberes!


Escrevo aqui como uma apaixonada por pimenta, herança de família espanhola e de professora de gastronomia. Recentemente tive contato com a Mestra Pimenteira Priscila Avila que tem plantações de pimentas internacionais e especiais, raras e as prepara com muita arte e “perspicácia”.


Pimenta é o nome comum dado a várias plantas, seus frutos e condimentos deles obtidos, de sabor geralmente picante. Porém, este termo tem acepções diferentes nos vários países.



No Brasil, o termo refere-se tanto às espécies de Capsicum como as de Piper e Pimenta. Já o termo pimento ou pimentão é utilizado para as variedades doces de Capsicum annuum, também designadas como pimentas-doces. As variedades de Piper nigrum são designadas por pimenta-do- reino. O termo malagueta ou pimenta-malagueta é usado para variedades de Capsicum frutescens.


Propriedades botânicas 
Os componentes mais característicos encontrados exclusivamente nas pimentas são alcaloides denominadas capsaicinoides, responsáveis pela ardência que produzem quando entram em contato com as células nervosas da boca e das mucosas. São divididas em duas categorias:

Capsaicina: Encontrada nas nervuras do fruto das pimentas vermelhas. Age provocando uma surpreendente aceleração do metabolismo no local, dilatando os vasos capilares e aumentando o fluxo sanguíneo, o que propicia um substancial aumento do fluxo de nutrientes e de oxigênio à área atingida e, além disso, estimula as ramificações nervosas, elevando a capacidade dos sistemas imunológico e anti-inflamatório e melhorando a capacidade de cicatrização e a ação bacteriológica [3] .

Piperina: Muito concentrada na pimenta-do- reino, porém presente também nas sementes de diversas espécies de pimentas hortícolas.


Essas duas substâncias isoladas não possuem qualquer cheiro ou sabor, apesar do ardor que ambas provocam, cada qual ao seu modo. A piperina produz ardência através da ação causticante, queimando as células superficiais da mucosa atingida.


Ação metabólica


A ação da pimenta e seus efeitos no metabolismo humano acontecem da seguinte forma: quando uma pessoa ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina estimula os receptores sensíveis existentes na língua e na boca.



Ao serem atingidos quimicamente por tais substâncias, esses receptores nervosos transmitem ao cérebro uma mensagem informando que a sua boca estaria sofrendo queimaduras. Imediatamente o cérebro gera uma resposta ordenando ações no sentido de salvá-lo do suposto fogo e, com isso, vários agentes entram em cena para refrescá-lo: a pessoa começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica úmido. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação de que sua boca estaria pegando fogo, começa a fabricar endorfinas que permanecem por um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar.



Além da coloração intensa e dos sabores picantes, associados aos caprichos e à sedução, a pimenta historicamente tem sido considerada como um suposto afrodisíaco. Já no século XVI era proibida aos jovens sob a suspeita de estimular a sensualidade. Mas tudo isso surpreendentemente pode ter fundamentos razoáveis, uma vez que a capsaicina, ao provocar o aumento dos níveis de endorfina, faz com que o sistema nervoso central responda com uma agradável sensação de prazer e bem-estar, além de elevar a temperatura corporal e ruborizar a face, condições propícias ao afloramento espontâneo da sensualidade.


Principais espécies por gênero Piper:


 Piper negrum - Pimenta-preta, conhecida como pimenta-redonda ou pimenta-do- reino



 Piper guineense - Pimenta-de- são-tomé



 Piper longum - Pimenta-longa Capsicum



 Capsicum annuum - pimentão (no Brasil) ou pimento (em Portugal), que é uma pimenta doce, Jalapeño, Pimenta-caiena



 Capsicum baccatum - pimenta-dedo- de-moça, pimenta-cumari e cambuci. No Brasil também pimenta-calabresa.



 Capsicum frutescens - Pimenta-malagueta, também chamada piripíri, jindungo ou malagueta



 Capsicum chinense - Pimenta-murupi, Savina-vermelha



 Capsicum pubescens



 Bhut Jolokia - provável híbrido de C. chinense e C. frutescens, era considerada a pimenta mais ardida de todas até 2012. Perdeu esse título para a Trinidad Scorpion e desde 26 de dezembro de 2013 a pimenta mais ardida é a Carolina Reaper .



Pimenta dioica - Pimenta-da- jamaica


Outros gêneros


 Pimenta-da- áfrica - Xylopia aethiopica



 Pimenta-de- macaco - Xylopia aromatica



 Pimenta rosa - Schinus molle e Schinus terebinthifolius



 Pimenta-do- japão - Zanthoxylum piperitum



 Pimenta-de- sichuan - mistura do pó das cascas de Zanthoxylum simulans e Zanthoxylum bungeanum



 Pimenta-da- guiné - Aframomum melegueta



Fonte: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre



Aqui algumas fotos da mestra pimenteira participando de alguns eventos em São Paulo












Priscila Avila

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