Olá amigos que nos acompanham em nossas postagens e aulas. Lendo a Newsletters deste mês do Slow Food me lembrou alguns conselhos e dicas para preparar nossa própria horta com temperos e hortaliças assim resolvi compartilhar com vocês O tema no Brasil está muito em evidência por conta de crises como falta de água, secas e, consequentemente, hortifrutis caríssimos. Portanto, bora plantar!. Espero que gostem.
Abraço a todos
Dra. Chef Ana Maria Tomazoni
Março está quase chegando e é
hora de preparar a horta para as sementes de primavera ou de semear diretamente
nas regiões de clima ameno. Nesta época, na realidade, além de poder saborear
inúmeras hortaliças de inverno, já podemos começar a planejar que produtos
queremos levar para a mesa nos próximos meses e decidir que sementes
guardaremos para a próxima colheita. São muitas as decisões a serem tomadas…
Quais sementes
comprar? No
mercado predominam as variedades comerciais produzidas por grandes empresas de
sementes. Mas é possível escolher variedades diferentes ou mesmo produzir as
próprias sementes. Neste caso, provavelmente não serão super-sementes perfeitas
e, de uma centena de sementes, certamente germinará pouco mais da metade. Mas,
numa horta pequena, vale a pena seguir este caminho, dando preferência à
qualidade – em termos de sabor – e à variedade, em detrimento da uniformidade e
do alto rendimento de um pacotinho de sementes comerciais.
Como reconhecer as
sementes comerciais? Reconhecer
uma semente comercial não é difícil: basta prestar atenção nas siglas das
embalagens, onde os códigos F1 ou F2 indicam as sementes híbridas, produzidas
por poucas multinacionais e distribuídas por muitos revendedores. Normalmente,
são mais caras que as outras, mas, principalmente, não é possível obter
sementes para o ano seguinte, pois não mantêm as mesmas características
vegetativas e produtivas das plantas-mães. Mesmo não sendo completas, como é
comum, todas as informações contidas no envelope de sementes são fundamentais:
como foram obtidas, se foram tratadas com fungicidas ou com outros produtos
químicos, quais são os pontos fortes da variedade, modo de cultivo, ano de
colheita e prazo de validade.
Quais são as sementes
confiáveis? É
possível evitar sementes comerciais, dando preferência a variedades
tradicionais que podem ser fornecidas por conhecidos, viveiros ou institutos
agrícolas, universidades ou outros centros de pesquisa. O mais importante é
escolher muitas variedades e plantar o maior número de sementes possível. É
sempre melhor optar por sementes tradicionais, ou seja, as variedades
resultantes da polinização livre, com pelo menos 50 anos de história e que,
provavelmente, já estão aclimatadas à região. Na horta de casa, porém, qualquer
experimento é permitido: tentar plantar variedades de outras regiões ou que
tenham surgido recentemente, por exemplo, dando sempre preferência a variedades
de polinização livre, ou seja, plantas selecionadas pela polinização natural. A
melhor opção ainda são as sementes orgânicas certificadas, disponíveis em
websites especializados ou em lojas de produtos naturais.
Como obter sementes
da própria colheita e conservá-las para o ano seguinte? As sementes são coisas vivas,
preciosas e, como todas as coisas vivas, é preciso tratá-las com cuidado e
saber escolher. Vejamos o exemplo do feijão. Se quisermos selecionar e
conservar as sementes, é melhor selecionar apenas as plantas mais sadias e
produtivas. A semente é selecionada quando os feijões estão secos: é preciso
escolher os melhores, íntegros e lisos, de dimensões correspondentes ao tipo
varietal e deixá-los num prato por um dia inteiro para que sequem bem. A melhor
forma de armazenar as sementes para a semeadura é embrulhá-las em papel e
guardar o embrulho em recipiente de lata ou vidro hermeticamente fechado e
mantido obrigatoriamente no escuro. Simples!
Mudas são uma boa
alternativa? Se
não for possível dedicar tanto tempo à seleção de sementes, é possível comprar
mudas, que já tendo sido selecionadas pelo viveirista, têm mais garantia de
sucesso. No entanto, não há muitas variedades no mercado e, portanto, para as
variedades mais raras e tradicionais, é preciso recorrer às sementes. Fale com
os agricultores locais: eles terão prazer em compartilhar suas sementes! Ou
consulte as lojas e websites especializados.
Para conhecer melhor o mundo
das sementes, consulte a nossa publicação Per
fare un piatto ci vuole un seme (Para fazer um prato é
preciso uma semente).
Desejamos a todos uma boa
colheita!
Tenha mais informações
associando ao Convivium Grande ABC ou pelo site do Slow Food Brasil.
Acompanhe
e faça parte de nossas atividades junto ao movimento internacional Slow Food.

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