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Ana Tomazoni teve participação como palestrante III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, promovido pela REDIP (Rede Ibero-americana de Psicogerontologia) e pela Pontificia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) realizado de 3 a 5 de novembro 2009

Tema: DIVERSI-IDADE Sujteividade, Cultura e Poder com o tema
Título: A EXPERIÊNCIA INTERGERACIONAL E SEUS REFLEXOS NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
Autoras:
FUENTES, Sonia; PAGENOTTO, Ligia; SANTOS, Divina; TOMAZONI, Ana Maria

A EXPERIENCIA MOSTRADA PELA PROFESSORA Ana Tomazoni foi COMPARTILHANDO SABERES & SABORES NA ARTE CULINÁRIA

Ao mencionarmos a ação do professor temos de vê-lo como um incentivador dos alunos a respeito do prato a ser preparado ou do assunto pesquisado, numa relação de reciprocidade, havendo com isso um diálogo entre educando e educador, sujeitos de uma mesma situação, num convívio interdisciplinar e intergeracional, pois numa mesma sala (escola de Tomazoni Gastronomia) estavam alunos de 10 a 80 anos, num educar que exigiu troca de experiências, escuta e espera.

Assim sendo, existiu a preocupação, não com a disciplina ou com “a receita culinária”, mas com o educando, enquanto ser no mundo, como uma obra aberta a construir-se, pois o conhecimento não é algo absoluto, mas um constante vir a ser, e, como tal, ocorre numa temporalidade - Cronos e Kairos - e numa historicidade. A visão que cada um tem de seu próprio conceito, ligado à sua vivência, a seu nível de consciência, curiosidade e busca.

Tivemos os seguintes depoimentos: “É muito bom participar com esse rapaz, é criativo, alegre e faz a farofa ficar mais colorida e divertida (...)” (Antonio 79 anos, três cursos superiores: filosofia, direito e administração). “Minha neta (10 anos) agora tem um caderno com as receitas preparadas aqui no curso e eu e minha filha a ajudamos em suas anotações, para não esquecer quando formos preparar (...)” Eliana (74 anos) disse que “o seu sonho sempre foi fazer um curso de decoração de bolo e só agora conseguiu porque a filha pagou! (...)” Mercedes (68 anos): “No domingo fizemos uma festa com as receitas feitas no curso e repassamos as receitas para minha outra neta.”

Esta experiência possibilitou co-educação intergeracional, uma vez que ocorreram diálogos entre os alunos de diferente idades e com conhecimentos culinários variados. Assim, esse encontro permitiu explorar o sentido de reconhecer-se no saber do outro. Entre os resultados obtidos neste trabalho, percebemos que os participantes do grupo passaram a comer de forma mais equilibrada, reconheceram melhor os alimentos, aprenderam jeitos diversos de preparar um prato, despertaram sua curiosidade e se interessaram em provar comidas diferentes.


Percebemos ainda que a aula, não apenas incentivou nos alunos o desejo de comer, mas também mexeu com emoções, estimulo u o convívio familiar, a qualidade de vida e as lembranças das receitas da mãe e da avó, memórias que estimulam alimentar-se juntos à mesa.

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